Quando ouço tua voz meus hormônios, parecem gritarem por nós, agitam-se, florescem, desabrocham na pele, sedentos, o sangue em ebulição, e o desejo antes indolente, ocioso, reativa-se na corrente, furioso em aflitiva aflição, desesperado, desnorteado, diante desta suave fala,
agora nada se contém, o corpo não cala, ninguém o detém, e quando tua voz perpassa pelos meus sentidos, perco a noção, e assim, lépido, ágil, o timbre vibra, golpeia com graça, não ouve meu reclamo, esboroa-se minha defesa, já frágil quando ouço baixinho:
"meu
amor, te amo ..." |