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Fim de festa,
A música ainda se ouvia...
Ao longe...
No alto do monte.
As risadas silenciaram,
E nos cantos do mundo,
O resto de vinho
Embriagava o carpete imundo.

Fim de festa,
Os vizinhos
Pararam de reclamar.
Não foi preciso
A polícia chamar.
Tudo se calou,
Até a cortina
A última balançada dera
Ao sopro do vento
Mais frio
Que naquela casa viera.

Fim de festa,
A intenção de luz
Que pela fresta da porta entrava
Para o jardim apontava.
Lá era tudo mato,
Era tudo capim,
Já não se sentia
O doce aroma do jasmim
O que se temia
Finalmente aconteceu,
Esqueceram-se de mim.

Fim de festa,
Misturada à terra empedrada,
Pétalas de rosa
Eram avistadas.
Os olhos,
Como o clarear
De um farol
Perceberam um corpo estranho
Caído sobre os pedaços da flor;
Era uma mulher nua,
Encolhida,
Ou seria apenas
O reflexo da lua?

Fim de festa,
Uma música estranha
Tocou de repente,
Não era lambada,
Não era salsa,
Era a dança do ventre.
E aquele corpo caído
Levantou-se majestosamente,
Começou a dançar
Levemente,
E a me chamar
Para bem perto,
Para um abraço forte
Para o reinício,
Para dias de sorte.



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